quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
não quero mais ter que voltar aqui, seu eu não me sentisse tão só e fudido e abandonado e mal amado e "iludido" e todo o resto dessa merda que sobrou pra mim, isso aqui não existiria, seria bonito se tudo que eu postei aqui fossem apenas palavras, mas não, eles são reais, isso aqui são os sentimentos dessas almas fudidas como a minha, a tal porra do amor, se pelo menos disso tudo saísse alguma coisa boa eu respeitaria, até me distruiria menos, mas não, veja só, o que resta é a lágrima de choro no papel, o verso triste de algum cd do Legião, aquele que sabemos inteiro, o infinito cigarro, a embriaguez na madrugada, o alcool tentando matar aquilo que deve morrer em você, mas ao contrário disso, desperta todas as manhãs assim que você acorda de ressaca e lembra da noite anterior em que você fez de tudo pra esquecer o maldito que te fez sentir daquele jeito e não consegue, porque o primeiro pensamento é dele, é sobre ele, é pra ele, e o último também, então não contente em me machucar ainda mais, eu auto-destruidor de mim mesmo, ligo o som e ouço "Memória da pele" cantado por Bethânia, quem conhece sabe, não vou explicar a letra, mas nela diz tudo o que eu sempre tento fazer e claro não consigo, o que eu consigo é fazer tudo errado, é sempre me sentir culpado por ter amado demais, amar errado, amor exilado, só pra terminar, já que nada continua, a voz de Renato na minha cabeça a cantar "E me diz: pra mim o que é que ficou?", eu mesmo respondo, meu ódio transbordando por todos os lugares onde estou e não estou, inclusive em você.
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